Não vamos calar frente as injustiças e lutaremos até que tenhamos JUSTIÇA NESTA TERRA. A união e participação de todos é vital nesta luta.

sábado, outubro 16, 2010

Governo garante recursos para reestruturar postos de saúde

Profissionais de saúde que atuam na 9ª microrregião participaram nesta sexta-feira (11), em Palmeira dos Índios, do Fórum Viva Vida, projeto que faz parte de uma das estratégias para redução da mortalidade infantil, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
O evento contou com a participação do secretário da Saúde, Herbert Motta e de técnicos da Sesau.O governo anunciou recursos para recuperação de unidades de saúde e assinou convênio para liberação de R$ 1,2 milhão para investimentos na recuperação e melhoria da rede básica de saúde, aquisição de novos equipamentos, ampliação de leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ainda durante o fórum, foram entregues motocicletas para agentes de endemias e cadeiras de rodas para portadores de necessidades especiais atendidas no Centro de Reabilitação para Deficientes Físicos de Palmeira dos Índios.
As estratégias de Alagoas para reduzir a mortalidade infantil consistem em capacitar os profissionais do Programa Saúde da Família (PSF), como os coordenadores de atenção básica, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de Saúde. “O presidente Lula pediu para reduzir em 5% a mortalidade infantil, só que o governador Teotonio Vilela Filho achou pouco e quer reduzir em 10% o índice de mortalidade infantil ao ano, pois não aceita que o Estado de Alagoas seja considerado um dos piores do Brasil, perdendo para Pernambuco e Sergipe, que são estados vizinhos e têm as mesmas condições que Alagoas”, afirmou Motta. Ele acrescentou que 70% das mortes de bebês são por causas evitáveis.
De acordo com o secretário, estão sendo construídos dois postos de saúde em Quebrangulo que servirão como modelo no Estado. O governo também destinou R$ 10 milhões, como contrapartida, para aquisição de equipamentos e reestruturação de unidades básicas de saúde de 100 municípios alagoanos, exceto Maceió e Arapiraca. Além disso, foram entregues 50 ambulâncias cidadãs e 60 ainda serão entregues.
Foto:O governador Teotonio Vilela e o secretário Herbert Motta, assinaram convênio para reestruturação de unidades de saúde na microrregião./Tercio Cappelo

sexta-feira, outubro 15, 2010

Empenhados recursos para reforma do posto de saúde em Angélica

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (5) o empenho de recursos no valor de R$ 200 mil que vão possibilitar a completa reforma e ampliação da unidade de saúde da Vila Esperança, no município de Angélica. Os recursos são provenientes de uma emenda individual apresentada pelo deputado federal Geraldo Resende (PMDB) junto ao Orçamento-Geral da União de 2010.
Além do empenho dos recursos para a reforma e ampliação da unidade da Vila Esperança, Angélica está sendo beneficiado neste momento com a construção de uma nova unidade de saúde. A unidade está sendo implantada na Praça Central, que fica em frente à avenida Rachid Nader, uma das principais vias do município. As obras foram iniciadas em junho. Para essa obra, foram viabilizados recursos de R$ 200 mil, também provenientes de emenda de Geraldo Resende.
A unidade vai abrigar duas salas de consulta, um consultório odontológico, uma sala de curativo e pequenas emergências, uma sala de multiuso, uma sala de imunização, uma sala de administração, banheiros masculino e feminino, sala de esterilização, copa/cozinha, banheiros para funcionários; deposito de material de limpeza com área de serviço; arquivo e recepção.
De acordo com o secretário municipal de Saúde de Angélica, Adaildo Cabral, a ampliação do programa ESF (Estratégia Saúde da Família) no município resulta em mais saúde para a população, já que as unidades básicas são os principais locais de atuação das equipes de Saúde da Família, que trabalham em ações de prevenção e reabilitação de doenças e manutenção da saúde nas comunidades.
O secretário salientou ainda que a ampliação da saúde básica em Angélica vai resultar em mais qualidade no atendimento a população. Para o prefeito de Angélica, João Donizeti Cassuci, a reforma do posto de saúde da Vila Esperança e a construção da unidade na Praça Central serão de fundamental importância para ampliação dos serviços de saúde no município, haja vista que a recente a instalação de usinas do setor sucroalcooleiro tem ocasionado um aumento populacional e a procura pelas ações públicas de saúde.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Posto de saúde Carlos Chagas recebe melhorias com recursos próprios

A partir do próximo mês, os moradores do setor 05 poderão contar com a Unidade Básica de Saúde do setor totalmente reformada. As obras realizadas pela prefeitura de Jaru no Posto de Saúde Carlos Chagas tiveram inicio no último dia 02/05, e já apresenta um grande avanço. De acordo com o prefeito de Jaru, Jean Carlos dos Santos (PMDB), há muitos anos o Posto de Saúde Carlos Chagas não recebia nenhuma obra de melhoria ou ampliação. Jean explica ainda que os investimentos que estão sendo realizados no Carlos Chagas fazem parte do projeto de ampliação do atendimento médicos na rede pública de saúde.
Segundo o secretario de Saúde, Iran Cardoso Bilhero, o posto de saúde está sendo beneficiado com reparos na parte elétrica e hidráulica, recuperação do telhado, troca de portas e lâmpadas, recuperação dos banheiros e a pintura de todo prédio. A reforma do posto do Posto de Saúde vai custar cerca de R$ 50 mil reais e serão pagos com recursos próprios do município.
Para garantir o atendimento de qualidade na rede pública de saúde, a prefeitura de Jaru já investiu na aquisição de novos equipamentos, ampliou o atendimento medico, colocou para funcionar o mamógrafo, adquiriu novas ambulâncias e graças ao apoio de senadores e deputados, hoje o município de Jaru tem garantido cerca de R$ 1,2 milhões de reais para compra de novos equipamentos e a reforma e ampliação do hospital municipal.
Fonte: PMJ /
http://www.folhainterior.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4135:posto-de-saude-carlos-chagas-recebe-melhorias-com-recursos-proprios-&catid=1:politica&Itemid=2

quarta-feira, outubro 13, 2010

Faltam medicamentos em postos de saúde

Pacientes hipertensos são os mais prejudicados com a ausência de remédios para controle da pressão arterial
"Estou aqui desde as quatro horas da manhã com vontade de urinar e não consigo, pois os banheiros estão interditados. Aqui falta tudo, remédio, estrutura e respeito", desabafou a doméstica Maria de Lourdes Teixeira. A situação relatada é referente ao Centro de Saúde Paulo Marcelo, localizado na Rua 25 de Março, no Centro de Fortaleza. Mas a situação não se restringe a essa unidade. Outros centros de saúde da atenção primária na Capital sofrem com a falta de estrutura.
Próximo dali, no Centro de Especialidades Médicas José de Alencar (Cemja), além do captopril (medicamento para pressão arterial), há um mês, os pacientes não encontram omeprazol, indicado para gastrite e refluxo gastroesofágico. Conforme a coordenadora farmacêutica da unidade de saúde, Ana Maria Leite, e a própria Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a falta de alguns medicamentos está afetando toda a rede de saúde pública do Município.
A dona-de-casa Maria Lucileide Sampaio se deslocou do Centro de Saúde Floresta, no Álvaro Weyne, e foi até o Cemja, no Centro, em busca de medicamento para suas duas irmãs que sofrem de pressão alta. Segundo ela, o medicamento está faltando há mais de um mês. "Não temos condições de comprar esse remédio, por isso tenho de vir aqui no posto. Mas, como está faltando, minhas irmãs vão continuar passando mal. Não sei o que fazer", frisou.
No Centro de Saúde Paulo Marcelo, além da falta de medicamentos, pacientes disseram se sentir incomodados com o desconforto e a falta de infraestrutura. A situação é esta: banheiros quebrados e interditados; ausência de poltronas para os pacientes, que são obrigados a sentar em bancos de cimento; além disso, é preciso aguardar por atendimento num corredor apertado e quente.
Segundo funcionárias do posto de saúde que não quiseram se identificar, apesar do centro de saúde ser referência em vacinação na Capital, a situação é tão grave que, muitas vezes, não há sequer condições de funcionamento. Para a doméstica Waldemira Ribeiro, que mora na Praia de Iracema, o posto é a opção mais próxima para levar a sua filha. "Trago a menina porque é o jeito, mas, às vezes, nem pediatra tem", relatou.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, devido a um atraso no processo de licitação, alguns dos postos de saúde do Município estão sem estoque de certos medicamentos. Conforme a assessoria de imprensa, a SMS já está providenciando a reposição desses produtos, com a normalização do serviço prevista para um prazo de 15 dias.
Reforma
Conforme a chefe do Distrito de Saúde da Secretaria Executiva Regional (SER) II, Haidêe Diogo de Siqueira, a reforma do Centro de Saúde Paulo Marcelo está prevista para começar nesta semana.
Ela reconhece que algumas áreas do centro não estão adequadas aos padrões da vigilância sanitária, mas promete que tudo será modificado. "Estamos procurando um imóvel no Centro para transferir o atendimento da unidade, pois não será possível o funcionamento do posto durante a reforma".

terça-feira, outubro 12, 2010

Hospitais e postos de saúde da capital estão sem médicos

Publicada: 07/09/2010
Texto: Moema Lopes / Foto: Maria Odilia

Os sergipanos que precisaram de atendimento médico nas unidades de saúde e hospitais de Aracaju no dia de ontem foram penalizados. “Estou com uma dor na perna, fui ao Hospital Municipal Fernando Franco, no Augusto Franco, e disseram que não tinha médico. Só havia um pediatra. De lá, segui para o Posto Sinhazinha, na Adélia Franco, e disseram que uma médica estava de férias e a outra doente. Só achei médico no Nestor Piva, mas lá estava lotado”, reclamou o aposentado Luiz Antônio Souza Santos, de 71 anos de idade.


A dona de casa Ana Maria dos Santos, de 51 anos de idade, também peregrinou no dia de ontem para conseguir atendimento médico. “Já vim encaminhada da unidade de saúde do Augusto Franco para cá. E quando chego aqui tenho que esperar não sei quantas horas”, disse ela, referindo-se ao Hospital Municipal Nestor Piva, localizado na avenida Maranhão. “Aqui disseram que tem dois médicos para atender a gente. Só que já estou esperando desde às 13h30, já são quase 16 horas e até agora nada”, ressaltou.


Além da falta de médicos e do sofrimento, aguardando mais de horas para serem atendidos, alguns pacientes ainda reclamaram do mau atendimento no Nestor Piva. “Estou com um derrame ocular e a enfermeira disse que se eu perder a visão não morro não, que posso esperar porque tem outras pessoas piores do que eu”, reclamou o representante comercial Geraldo Porto, de 60 anos de idade. Ele informou ainda que chegou ao Nestor Piva por volta das 11h30 e que o primeiro médico que prestou atendimento no dia de ontem só chegou à unidade às 15 horas.


“Aqui falta tudo, prefeito, governador, quem dirá médico”, desabafou. A dona de casa Maria das Dores Santos Dantas, de 47 anos de idade, fez questão de chamar a reportagem do JORNAL DA CIDADE para falar de sua situação. “Cheguei aqui às 14 horas, morrendo de dor nas pernas e nas costas, já vai dar 16 horas e ainda não fui atendida. A saúde de nosso Estado está cada vez pior. Sou diabética, tenho pressão alta e chego em uma urgência para sofrer mais desse jeito”, disse.


De acordo com o cobrador de ônibus Raimundo Pinheiro Pereira, de 48 anos de idade, o mau atendimento e a falta de médicos nos hospitais municipais e unidades de saúde de Aracaju são problemas diários. “Isso não é só hoje não. É todo dia. Os nossos governantes não dão valor à Saúde, à Educação e outras coisas que são básicas para o povo viver bem. Só querem saber de cobrar impostos”, reclamou.


Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, José Menezes, não é médico que está faltando em Sergipe. “Só falta médico nas redes públicas”, disse. Segundo ele, no Conselho Regional de Medicina de Sergipe (CRM) tem 3.300 profissionais cadastrados. “O suficiente para atender a população sergipana. Mas o problema está nos gestores, que não oferecerem condições de trabalho e não querem pagar o que a categoria reivindica”, observou.


Somente na rede municipal de Saúde, de acordo com Menezes, o déficit é de 87 médicos para preencher as vagas. “Conseguiram contratar 64, mas eles ainda vão assumir. Mesmo assim, ainda fica um déficit de 23 médicos. Já na rede estadual, nem sei dizer quantos faltam porque os gestores não dizem”, afirmou. Os médicos, segundo ele, formam-se em Sergipe, mas quando aparecem propostas para fazer residência em outros Estados eles aproveitam a oportunidade.


“Eles querem plano de cargos e salários. Mas nessa política dos gestores públicos não vão conseguir. Não adianta nem construírem prédios públicos de saúde porque vão ficar vazios”, acrescentou.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Casos de virose lotam postos de saúde e emergências


Segundo os médicos uma pequena mudança no clima já é suficiente para o aumento de doenças respiratórias.

Ainda não chegou o período chuvoso na Capital, entretanto os postos de saúde e as emergências dos hospitais já estão lotados e a maioria dos casos tem o mesmo diagnóstico: virose. Para se ter uma ideia da situação, somente no Frotinha de Messejana são realizados 300 atendimentos diários de pacientes com problemas respiratórios.
Se comparado a dezembro do ano passado, quando foram realizados em média 150 atendimentos, pode-se constatar que o número de casos dobrou.
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologista e Recursos Hídricos (Funceme), a quadra chuvosa começa em fevereiro e segue até maio. Segundo a meteorologista Glaucia Barbieri, janeiro é considerado um mês de pré-estação, época em que os ventos dimunuem e a sensação térmica aumenta, podendo também ocorrer chuvas rápidas na madrugada e no período da manhã.
Para a pediatra Patrícia Sampaio, coordenadora da Emergência do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), essa mudança climática já é suficiente para aumentar os casos de virose e outras doenças respiratórias. Em janeiro do ano passado, a unidade realizou 914 atendimentos em pacientes com doenças respiratórias, destes, 514 casos eram de virose. Este ano, somente nos oito primeiros dias do mês já foram 175 crianças atendidas apresentando os sintomas da doença.
A dona-de-casa Ana Paula Ferreira, esperava por atendimento para os dois filhos pequenos no HIAS. Os meninos estavam com dores de cabeça, febre e vômito. Segundo ela, por duas vezes havia tentado assistência na unidade, mas devido a superlotação teve que voltar para casa. A mulher conta que chegou a ir a um posto de saúde próximo a sua casa, no Bairro Vila União, mas o médico só passou remédio para febre e não pediu nenhum exame. De acordo com a coordenadora da Emergência do HIAS, a superlotação é comum na unidade e está associada a dificuldade de atendimento nos postos de saúde. “As unidades básicas de saúde não atendem a grande demanda e encaminham para os hospitais secundários que deveriam cuidar dos casos de emergência”, frisa.
Superlotação

Diante do aumento no número de casos de virose, os hospitais secundários estão enfrentando problemas no atendimento. No Frotinha de Messejana são realizados 900 atendimentos diários, desde grandes traumas até gripe. Mas, este mês, segundo a enfermeira Dalvani Bastos, coordenadora da Classificação de Risco na unidade, o número de casos de doenças respiratórias está acima do normal.
Para piorar ainda mais a situação, o hospital só conta com dois clínicos gerais e dois pediatras em casa período do dia. Os médicos se revezam entre os atendimentos nos ambulatórios e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cuidando dos casos mais graves.
O cortador de castanha, Francisco de Assis da Silva conta que chegou ao hospital por volta das 7 horas com o filho de 12 anos a procura por atendimento e após cinco horas de espera, o menino ainda não havia sequer sido medicado. Há três dias a criança não come direito e apresenta sintomas como febre, tosse, dores no corpo e diarreia.
Silva disse que tentou atendimento em postos de saúde, mas diante do quadro do filho foi encaminhado para o Frotinha de Messejana. “Meu filho está sentado em um banco duro a horas em jejum sentindo dores à espera por atendimento, isso é um desrespeito ao ser humano”, reclamou o pai aflito.
Atendimento
Município promete convocar 126 médicos

De acordo com o secretário interino de Saúde do Município, Reginaldo Alves, para reverter o quadro de falta de médicos, serão convocados ainda no primeiro semestre 126 médicos que passaram no concurso realizado pela prefeitura de Fortaleza no ano passado. Ainda segundo ele, a demora na contratação dos médicos é devido a necessidade da aprovação dos novos cargos pela Câmara Municipal.
Ele ressalta que ainda este ano serão criados 350 novos cargos de médicos para hospitais de atendimento secundários e terciários.
Enquanto o Município não faz a convocação, a população sofre com a demora no atendimento. O motoboy Carlos Matias estava há dois com fortes dores abdominais, febre a vômito. Na manhã de ontem, procurou atendimento no Centro de Saúde da Família de Messejana, mas quando chegou na unidade soube que só poderia ser atendido com hora marcada. Ele foi obrigado a pegar um ônibus até o Frotinha de Messejana.
O motoboy é um entre centenas de pacientes que procuram as unidades básicas de saúde, devido ao aumento no número de casos de virose e sem atendimento precisam ir até um hospital secundários.

Karla Camila
Repórter
Foto 1: Pacientes enfrentam maratona de horas para receber atendimento médico.
Foto2:Espera angustiada: somente nos oito primeiros dias deste mês, o Hospital Infantil Albert Sabin atendeu 175 crianças apresentando sintomas de virose, como febre e dores de cabeça, ou problemas respiratórios JOSÉ LEOMAR.

domingo, outubro 10, 2010

Postos de saúde não atendem aos pacientes com dengue

O marceneiro Severino Carneiro de Souza, 50 anos, morador do bairro de Potengi, com sintomas de dengue, procurou a Unidade Básica de Saúde da Redinha e disseram-lhe que não o atenderiam. Decidiu ir para o Hospital Giselda Trigueiro, com esperança de ser atendido. Maria Elionara Sales do Nascimento, 28 anos, que mora na Vila Paraíso, Zona Norte de Natal, tentou marcar consulta pelo tele-atendimento e disseram-lhe que não havia ficha. Insistiu, procurou o posto de saúde e não souberam informar como proceder. O motoqueiro Ivanildo Felipe, 35 anos, decidiu ir direto para o Giselda, pois sabe que os postos encaminham os suspeitos de dengue para o local.
No Hospital Maria Alice Fernandes, A jovem Josefa Rizete, 18 anos, do município de Campo Redondo, estava com seus dois irmãos internados na enfermaria, enquanto sua mãe foi procurar atendimento no Hospital Santa Catarina, também com suspeita de dengue. Valtércia Barbosa de Lima, de 21 anos, do município de Jandaíra veio à Natal com o filho doente, pois no posto da cidade não informaram nada sobre a doença do menino.
Esses são apenas alguns dos muitos casos que se repetem todos os dias nos Hospitais Giselda Trigueiro, localizado no bairro das Quintas, e Maria Alice Fernandes, que fica na Zona Norte. Esses fatos constatam a ineficiência da rede básica de saúde em atender os casos de dengue no estado. Essa situação leva os dois hospitais a estarem sempre lotados e realizarem com dificuldade seus atendimentos.
Severino Carneiro de Souza começou a sentir dores no corpo, na cabeça e febre alta no dia 10 deste mês, num sábado. O marceneiro conta que não há um posto de saúde próximo de onde mora, no bairro de Potengi, e por isso procurou a Unidade Básica da Redinha. No posto, disseram-lhe que alí não atendiam o pessoal do bairro onde mora. Na manhã da terça-feira, 13 de maio, Severino estava na fila de atendimento do Hospital Giselda Trigueiro, no bairro das Quintas. Mesmo esperando na fila por cerca de duas horas, Severino afirma que o atendimento no local é melhor.
A jovem Josefa Rizete teve de vir do município de Campo Redondo, no Seridó, para cuidar de seus dois irmãos menores, Silvania Maria, de 9 anos, e Vasco Neto, de 8 anos. Sua mãe, Maria Paulina, de 48 anos, que veio no fim de semana passado com as crianças à Natal, teve de ir na quinta-feira ao Hospital Santa Catarina, pois também estava doente. As crianças estavam doentes desde o domingo. A menina teve, além da febre alta, sangramento pelo nariz. Ambos foram internados na enfermaria do Hospital Maria Alice Fernandaes, Zona Norte de Natal, e estavam tomando soro fisiológico. Josefa contou que os médicos não lhe disseram por quanto tempo mais seus irmãos permaneceriam internados.
A mãe da Gisley Eduarda, de 6 anos, Maria Elinora Sales do Nascimento, passou 15 dias de muita preocupação por causa da filha doente. No começo deste mês, a menina teve febre por três dias e também estava com a barriga inchada. A criança não conseguia se alimentar direito. Elinora tentou marcar uma consulta pelo tele-atendimento no posto de saúde mais próximo de onde mora, na Vila Paraíso, mas diziam-lhe que as fichas para atendimento tinham acabado.
Angustiada com a situação da filha, decidiu procurar uma clínica particular. A criança foi submetida a exames de sangue e ultra-som. O médico que a atendeu teve de viajar, e orientou a dona-de-casa para procurar logo um atendimento médico, mesmo antes de receber o resultado dos exames. Na segunda-feira, dia 12, ela levou a criança para o Hospital Maria Alice Fernandes.
Maria Elinora disse que chegou com sua filha ao hospital às 10h30 da manhã e só foi atendida por volta de 4h da tarde. ‘‘Ficamos na ala de observação até a noite da quarta-feira, quando nos transferiram para a enfermaria. Aqui é bem melhor. Ela (a criança) diz que gostou da cama’’, revela a dona-de-casa, que acrescentou não ter falado nada ao marido, que é pescador, pois ele estava embarcado. Ela tem medo que o esposo fique preocupado com a filha e acabe causando algum acidente de trabalho. Ainda na quinta-feira, dia 15, a criança recebia soro fisiológico e tinha sua pressão sanguínea frequentemente monitorada.
A dona-de-casa Valtércia Barbosa de Lima também estava com o filho Paulo Erik internado com dengue na enfermaria do Maria Alice, na quinta-feira. Ela mora no município de Jandaíra. Procurou atendimento no posto de saúde da cidade e não lhe disseram nada sobre a doença da criança. ‘‘Deram soro e mandaram volta para casa’’, conta Valtércia. Como a situação não melhorou, procurou o hospital de João Câmara. Daí encaminharam os dois para o Maria Alice.
Valtércia revela que ficou o final de semana passado inteiro no pronto-socorro do hospital, aguardando que o filho fosse levado para a enfermaria. Somente na terça é que o levaram para a ala. Paulo Erik estava com dengue hemorrágica, por isso esperava que a taxa de plaquetas no sangue subissem. A princípio o menino apresentava febre alta e inchaço pelo corpo. Ivanildo Felipe também era um dos que aguardavam na fila de atendimento do Giselda na terça-feira. Os sintomas da doença começaram a surgir naquela madrugada. Ivanildo teve febre, olhos ardendo e dores pelo corpo. O motoqueiro, que mora no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, decidiu ir ao Hospital Giselda Trigueiro logo que amanheceu, pois, segundo ele, sabia que os postos dos bairros encaminham os suspeitos de dengue para o local. Ele entrou na fila de atendimento do ambulatório às nove da manhã, e faltando 5 minutos para as onze, ainda não tinha sido atendido. ‘‘Ainda faltam sete na minha frente’’, conta Ivanildo, visivelmente enfraquecido pela enfermidade.

Paulo de Sousa ESPECIAL PARA O POTI