Não vamos calar frente as injustiças e lutaremos até que tenhamos JUSTIÇA NESTA TERRA. A união e participação de todos é vital nesta luta.

sábado, fevereiro 12, 2011

Criança vai parar na UTI após medicação errada

Menino estava com dores no estômago e recebeu remédio para asma em unidade de saúde de Cruz das ArmasLucilene Meireles
Primeiro Caderno
Dia-a-diaEdição de segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Uma criança de apenas 4 anos está internada no Hospital Assistência Médica Infantil da Paraíba (Amip), em João Pessoa, desde a semana passada depois de receber um medicamento errado. Em lugar do remédio prescrito pela médica para combater dores estomacais, uma enfermeira da Unidade de Saúde de Cruz das Armas - antigo Lactário - entregou Berotec, medicamento indicado para casos de asma. O remédio foi administrado em uma única dose, causando uma forte reação na criança, que foi encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Uma parente do menino, a funcionária pública Rita Barroso, disse que a criança foi levada até o posto porque sentia fortes dores no estômago. O medicamento que a médica prescreveu era indicado para verme e deveria ser tomado em dose única. Não é o caso do Berotec, que precisa ser administrado com cautela, já que provoca taquicardia. "Meu afilhado, Ricardo Ferreira da Silva, levou seu filho de 4 anos (Walter Ricardo) ao posto de saúde do Lactário de Cruz das Armas (#) e uma enfermeira irresponsável deu o remédio para asma, mandando aplicar na criança em dose única", relatou.
Ela considera o caso um absurdo e pede que a enfermeira seja responsabilizada pela troca do medicamento. "Essa enfermeira não tem preparo algum. Vamos denunciar o descaso desse posto. Denunciar tudo. Deus tomara que essa criança escape, mas caso contrário, quem pagará? Ninguém, pois para pessoas pobres, a justiça não chega. Estou horrorizada", completou.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o caso será investigado esta semana. Se for comprovado que a denúncia tem procedência, serão tomadas as medidas cabíveis. A enfermeira poderá, inclusive, ser demitida. Segundo uma funcionária do Amip, que preferiu não se identificar, a criança está fora de perigo e encontra-se numa enfermaria comum.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Falso médico é preso após indicar remédio errado em MG

Com registro do Ceará, ele trabalhava em hospital há mais de um ano.Segundo polícia, ele já havia sido investigado em Mato Grosso.

Da Globominas*

Um homem suspeito de trabalhar ilegalmente como médico está preso em Ipiaçu (MG). Ele estaria se passando por clínico-geral e foi detido na noite de segunda-feira (19), no momento em que fazia um atendimento.
A polícia chegou até ele depois de uma denúncia feita por um dos pacientes. O suspeito teria indicado um medicamento errado. Ele trabalhava no hospital há um ano e quatro meses e chegava a fazer até 50 consultas por dia. As receitas tinham o carimbo com um número do Conselho Regional de Medicina do Ceará. Segundo a direção, ele recebia R$ 12,8 mil de salário.
O secretário de Saúde de Ipiaçu, João Batista Souza, não quis comentar o caso. Apenas informou que o homem era prestador de serviço. Além do secretário, a diretora do hospital e uma chefe de enfermagem também foram ouvidos pela polícia, mas o conteúdo dos depoimentos não foi divulgado.
O médico correspondente ao CRM que era usado pelo suspeito informou à polícia que teve todos os documentos roubados quando trabalhava em um hospital cearense. Os dois já haviam trabalhado juntos.
Segundo a polícia, o homem detido já havia sido investigado pelo menos motivo. Ele também é suspeito de ter se passado por médico em 2008, em Mato Grosso.
*(Com informações da TV Panorama e do Megaminas.com)

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Médico agride motorista com estetoscópio após colisão

Por Pelvys Leonardo em 13 de outubro de 2009
Uma briga na Avenida dos Bandeirantes em São Paulo nesta segunda-feira, por volta das 16hs30min, piorou ainda mais o trânsito na região. Após uma pequena colisão com o Chevette do pintor João Marajó, o médico André Mileviskyi desceu de sua Cherokee e foi para cima do rapaz. Os dois discutiram e chegaram as vias de fato.
Munido de um estetoscópio e visivelmente alterado, André desferiu diversos golpes no motorista, até ser atingido por um soco violento no nariz. “Ele veio pra cima e deu ni mim (sic) com aquele trem de ferro. A rodela bateu na minha testa e abriu o corte ai né? Sorte que não pegou nos olhos, senão ficava cego na hora. Mas acertei uma muqueta nele também’” disse João, após ser atendido pelo SAMU.
Testemunhas disseram que o médico gritava impropérios e não se conformava de ter se envolvido no acidente, apesar dele mesmo tê-lo causado. “Eu vinha logo atrás e vi quando a Cherokee mudou de faixa e acertou o Chevette. O louco desceu gritando, dizendo que aquela lata velha deveria estar num ferro-velho e não circulando pelas avenidas. O dono do Chevette ainda desceu e pediu calma, mas logo foi agredido”. O estudante Ely Thadeu que presenciou a briga disse “O cara da Cherokee já chegou dando um shoryuken no cara do Chevette. Foi muito louco” e complementou “A briga foi uma bobagem, a Cherokee não teve nem um arranhão.”
O médico fugiu pouco antes de a polícia chegar e seu carro foi guinchado. O pintor prestou depoimento no 35º distrito e foi liberado. A PM vai agora atrás de André, para dar continuidade ao caso.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Enfermeira agride mãe paraplégica na Pavuna

POR LESLIE LEITÃO, RIO DE JANEIRO
Rio - Uma mulher paraplégica quase foi espancada até a morte pela própria filha, na manhã desta segunda-feira. Ela só escapou graças aos vizinhos que chamaram a polícia. Policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) impediram a tragédia familiar e encontraram Ana Maria, de 58 anos, muito ferida no rosto dentro de casa, na Rua Afonso Terra, na Pavuna.

Os vizinhos contaram que ouviram os gritos dela e chamaram os policiais. Segundo informações da polícia, a filha de Ana Maria seria enfermeira e fugiu quando os policiais chegaram. A vítima foi levada para o hospital e o caso será registrado na 39ª DP (Pavuna).

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Médico acusado de erro médico pode ser indiciado por homicídio doloso

24/02/2010
A morte de Roberta Pires Teixeira de Miranda, de 25 anos, por erro médico enquanto passava por cirurgias plásticas em 2006, voltou a ser assunto nos tribunais. Nesta quarta-feira (24), o Pleno do TJE (Tribunal de Justiça do Estado do Pará) decide em qual especificidade o médico responsável pela cirurgia será indiciado: homicídio culposo (sem intenção de matar) ou doloso (com intenção de matar).
Segundo a família, Roberta foi encaminhada para a sala de cirurgia ainda sofrendo de anemia. No momento do processo cirúrgico, precisou passar por uma transfusão sanguínea, mas recebeu sangue não compatível e morreu.
O profissional responsável pela cirurgia era Alexandre Calandrini, que chegou a ser acusado de homicídio culposo, mas o Ministério Público entrou com ação para pedir a troca do processo para homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Este pedido será julgado hoje sob os olhares do relator desembargador João Maroja, do 2º grau de Justiça do tribunal. A decisão deve sair, de acordo com a assessoria do TJE, no final da manhã. O processo que julga o médico permanece em trâmite no 1º grau.
Caso seja aceito o pedido do MP, Calandrini pode receber pena de seis a 20 anos de reclusão. No entanto, se premanecer a acusação de homicídio culposo, a pena varia de um a três anos de detenção.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Justiça condena médico por estupro de pacientes sedados

Segundo a sentença, ele fez pelo menos sete vítimas, todos homens e com idades entre 20 e 30 anos.

O ortopedista Célio Eiji Tobisawa, 44 anos, foi condenado a 17 anos e dez meses de prisão por estupro de pacientes do hospital regional de Colíder, a 700 km de Cuiabá (MT). O Ministério Público afirmou que os episódios ocorriam no momento em que o médico sedava os pacientes para procedimentos cirúrgicos.
Foto:Célio Eiji Tobisawa (foto do ortopedista mais jovem). Reprodução WEB

domingo, fevereiro 06, 2011

Falta de medicamentos afeta postos de saúde

Publicação: 29 de Outubro de 2010
Falta medicamentos nos postos de saúde, policlínicas e ambulatórios da rede municipal de saúde. Cinco meses após uma série de matérias sobre a situação do abastecimento farmacêutico na cidade, a TRIBUNA DO NORTE visitou algumas unidades de saúde e constatou que pouca coisa havia mudado. Os medicamentos mais ausentes das farmácias públicas são alguns dos mais importantes, como aqueles que combatem diabetes, hipertensão, asma e remédios controlados para tratamento psiquiátrico. As unidades estão repletas de pessoas reclamando do desabastecimento.
Maria Aparecida Pontes, de 55 anos, é um delas. Por volta de 11h, Maria Aparecida estava na fila da farmácia da Policlínica Oeste, localizada dentro do pronto-atendimento de Cidade da Esperança. Não era o primeiro local visitado pela dona de casa. Ela mora em Nova Natal, na Zona Norte, do outro lado da cidade. Como lá não tinha “clomipramina”, que trata distúrbios psiquiátricos, Maria Aparecida precisou se deslocar até Cidade da Esperança.
A viagem foi em vão. Dos quatro medicamentos procurados, todos de tratamento psiquiátrico, apenas um estava disponível. A ausência desse tipo de remédio, tarja preta, cuja administração é cercada de cuidados, é comum nas policlínicas da cidade. Nos postos de saúde não é permitido distribuir esse tipo de medicação. Calmantes, substâncias de combate à epilepsia, convulsões, antidepressivos, todos esses costumam estar em falta nos pontos de distribuição. Amitriptilina, um antidepressivo largamente utilizado, é quase uma lenda. Há cinco meses, data da última reportagem da TRIBUNA DO NORTE sobre o assunto, havia reclamação sobre a falta desse medicamento.
Em menor grau, mas ainda assim comum, os medicamentos de diabetes e hipertensão também costumam estar ausentes das prateleiras públicas. Na última matéria, faltava captopril, propanol, glibenclamida, insulina, entre outros. Hoje a situação melhorou um pouco, com a reportagem tendo flagrado o caminhão da Secretaria Municipal de Saúde entregando medicamentos em vários locais. Mas isso não significa que o abastecimento esteja perfeito. Ontem foi entregue captopril – utilizado para tratar a pressão alta - em todas as unidades. Propanolol, de mesma serventia, também foi encontrado. Porém, na Policlínica da Zona Norte não havia Glibenclamida. Até mesmo as seringas estavam em falta. Resultado: o paciente consegue receber a insulina, mas não recebe as seringas e não tem como aplicar o medicamento.
Os dirigentes das unidades afirmam que o abastecimento tem sido normalizado e a Prefeitura promete enviar mais medicamentos até o fim da semana. Em outros casos, é a grande demanda que dificulta o trabalho. Veja o caso de Maria Aparecida. Ela mora em Nova Natal, mas estava em Cidade da Esperança. “Acabamos atendendo muita gente de outros pontos da cidade. No fim das contas, acaba faltando para os usuários daqui das redondezas por conta disso. Mas também não podemos negar a distribuição. O sistema é universal. O usuário tem direito, independente do local”, afirma Eleázaro Carvalho, diretor da Policlínica Oeste.
Unidades permanecem sem telefone e internet
Com o corte dos telefones e internet dos postos de saúde, policlínicas e da própria secretaria municipal de Saúde, ficou difícil marcar exames e consultas. As marcações são feitas num sistema único através da internet. Há ainda alguns casos onde é o telefone o meio para marcar consultas, como no caso dos idosos. Mas com tudo isso fora do ar, os funcionários tem dois caminhos: ou improvisam ou param de marcar consultas.
Nas Policlínicas Norte e Oeste, a tábua de salvação é o improviso. Os funcionários têm levado para casa as fichas e enviado pela internet própria. Depois disso, imprimem as marcações, gastando a tinta da própria impressoa. Contudo, em Cidade Satélite, o improviso tem data certa para acabar: a funcionária responsável diz que não levará mais trabalho para casa. “Agora, só vai voltar quando a Secretaria pagar a conta”, diz.
A reportagem da TN entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, mas não conseguiu falar com os assessores, inclusive pelo celular. No setor de assistência farmacêutica, não houve resposta, até porque os telefones estão cortados. Mesmo assim, a SMS já anunciou recentemente um caminho para resolver o problema da distribuição de medicamentos. O serviço será terceirizado, conforme informou há um mês o secretário Thiago Trindade. A ideia é formar uma rede de farmácias conveniadas para o paciente pegar o seu remédio. Não há previsão para implantar a ideia, que é semelhante ao que já se faz no programa Farmácia Popular, do Governo Federal. Muitos pacientes, ao se depararem com a ausência do medicamento, recorrem à rede de farmácias conveniadas.