Não vamos calar frente as injustiças e lutaremos até que tenhamos JUSTIÇA NESTA TERRA. A união e participação de todos é vital nesta luta.

sábado, outubro 09, 2010

Jovem grávida morre e família denuncia falta de atendimento

A semana começou com momentos de angustia para a família da jovem Maria Lenildes de Jesus, 22 anos, moradora do município de Estância. A moça, que estava grávida de sete meses e sofria de epilepsia, passou mal na manhã desta segunda-feira (06) e acabou morrendo. O drama dos familiares começou quando tentaram pedir ajuda na esperança de salvar a criança.
De acordo com a cunhada da vítima, Luciana, a equipe do SAMU foi chamada, mas mandaram que o Instituto Médico Legal (IML) fosse acionado. "Quando foi 11 horas da manhã nós ligamos e informamos que mesmo com a mãe morta a criança ainda se mexia na barriga, mas eles não vieram nos socorrer", contou a moça que revelou. "Também procurei ajuda no posto médico, mas hoje é ponto facultativo e não tinha ninguém para ajudar", desabafou.
A família revelou que o SAMU só chegou ao local depois três horas. "Quando eles chegaram o bebê já não tinha mais vida, se a gente tivesse um atendimento adequado a criança poderia ter sido salva", afirmou a cunhada da vítima.
O corpo de Maria Lenildes foi trazido para a maternidade Hildete Falcão por uma funerária da cidade.

SAMU

De acordo com o coordenador do SAMU estadual, o médico Edvaldo Santos, o órgão foi acionado às 12h29 por uma pessoa informando que a gestante já estaria morta a mais de uma hora. A partir da informação a equipe do SAMU orientou para que o IML fosse chamado, mas segundo o coordenador, atendendo uma convocação do Corpo de Bombeiros uma ambulância foi ao local às 13h15 e comprovou que tanto a mãe como a criança estavam mortas.
Data:06/09/2010

sexta-feira, outubro 08, 2010

Família de garota morta denuncia negligência médica

Uma menina de 15 anos morreu na última terça-feira, em Curitiba, depois de ser atendida na unidade básica de saúde da Vila Leão, no bairro Novo Mundo. Segundo a irmã da menina, Sônia Regina Ramos da Rocha, houve negligência e má vontade dos profissionais do posto. Sônia contou que sua irmã começou a sentir dores de cabeça na noite de segunda-feira. Na terça ela levantou se sentindo mal, com dores no corpo, e foi levada para a unidade de saúde, que se localiza na Rua Primo Lourenço Tosin. A residência da família fica a poucos metros da unidade.
Segundo Sônia, a médica pediatra da unidade atendeu a menina rapidamente e a encaminhou para o Cemum (Centro Municipal de Urgências Médicas) do bairro Fazendinha.
“Ela disse que provavelmente a minha irmã estava com intoxicação alimentar e ainda brincou, dizendo que talvez ela pudesse estar grávida ou intoxicada com algum medicamento”, relatou Sônia.Em seguida, a menina foi piorando, teve diarreia, tontura, sonolência, febre, e começou a ficar gelada, segundo informações de Sônia. Por volta das 9h, a família conseguiu uma condução particular que poderia encaminhá-la para o Cemum, mas segundo Sônia, os funcionários da unidade do Novo Mundo não liberaram a saída da adolescente.
“Eu reclamei que ela estava ficando gelada, e a enfermeira Sílvia disse que ela também estava com frio. Ela disse ainda que não poderíamos tirar a minha irmã de lá, e que a unidade de saúde é que teria que chamar a ambulância”, disse Sônia.
Segundo ela, sua irmã piorou ainda mais e a ambulância do Samu só chegou no posto por volta das 11h30. “Nisso a médica pediatra voltou, mas não conseguiu mais pegar a respiração da minha irmã”, disse.A menina foi levada para o Cemum (onde foi bem atendida, segundo Sônia) e morreu perto das 13h de terça-feira. “Houve negligência e nós vamos procurar nossos direitos. Claro que entendo que se ela estava com algum problema grave iria morrer, mas nós pelo menos tínhamos o direito de ser atendidos com humanidade”, reclamou.A reportagem procurou a enfermeira Sílvia e a pediatra da unidade de saúde. A pediatra não estava no local e a enfermeira atendeu a reportagem juntamente com a supervisora do Distrito do Portão, Juliana Hencke.
Juliana comunicou que será aberta uma sindicância para apurar os fatos, e que qualquer opinião ou julgamento neste momento, quando ainda não foram ouvidos oficialmente todos os envolvidos no caso (inclusive a família, que velava o corpo da menina ainda ontem), seria leviana.
Juliana explicou que a causa da morte está sendo apurada (há suspeitas de meningite) e que somente depois disso é que se poderá fazer as devidas avaliações.
A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba lamentou ocorrência, e informou que a menina tinha problemas crônicos, como diabetes, problemas na tireoide e complicações cardíacas.
Além da suspeita de meningite, também foi coletado material para analisar se a menina não estaria com a gripe A (H1N1). Depois do velório, a secretaria deverá isolar a região em função da incerteza quanto à meningite.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Após 140 horas sem atendimento, mulher morre ao cair da maca

Jorge Gauthier Redação CORREIO
O cheiro de moqueca de peixe com marisco dos almoços de domingo não será mais sentido na casa número 93 E da Rua do Congo, em Alto de Coutos, no subúrbio de Salvador.
Especialista no preparo do prato e na arte de reunir a família, a matriarca Aurenita Maria Oliveira Santos – 61 anos, cinco filhos e dois netos – foi vítima do caos no sistema de saúde de Salvador.
No dia 19 de maio, ela teve uma crise de hipertensão em casa e foi levada por uma ambulância do Samu para o HGE, onde não havia vagas para internação. Quatro dias depois, a dona de casa estava em uma maca no Centro de Saúde Adroaldo Albergaria (Periperi) ainda à espera de um leito de UTI. Chegou ali após passar também inutilmente pelo Hospital João Batista Caribé.
Eram 9h do dia 23, quando o patisseiro Isael Oliveira Santos, 27 anos, um dos cinco filhos de Aurenita, pediu para uma enfermeira olhar a mãe enquanto ia ao banheiro. Quando voltou, Aurenita estava caída no chão.
No dia seguinte, internada finalmente no HGE, dona Nita, como era conhecida por vizinhos e amigos, morreu. Ela agora repousa embaixo de uma árvore na quadra C, cova 422 do Cemitério de Periperi.
Os filhos não se conformam com a perda de dona Nita, que fazia questão de manter a casa arrumada e cheia de plantas e ter a família por perto. Seus quatro filhos casados eram seus vizinhos em Alto dos Coutos.
“Perdi a jóia mais preciosa que eu tinha por uma imprudência médica. No dia que ela passou mal, ficamos percorrendo hospitais. No único com vaga, deixaram minha mãe cair da maca. Arrancaram o que eu tinha de mais importante”, indigna-se Eliaci, 27 anos, única filha mulher de Aurenita.Nos últimos três anos, dona Nita começou a sofrer de hipertensão arterial pulmonar e passou a penar no sistema público de saúde. Mas foi ao precisar de um leito de UTI que a dona de casa conheceu a pior face do sistema: a falta de vagas, a falta de atendimento, a falta de atenção.
E, finalmente, a queda da maca. Depois do tombo, Aurenita passou a sentir fortes dores na cabeça e no abdômen, além da dificuldade em respirar. O filho Isael conta que os médicos plantonistas disseram que “a queda não tinha alterado nada no quadro da paciente”. Mas o atestado de óbito de Aurenita revela a causa mortis: traumatismo craniano.
Ninguém lhe deu atenção
Cinco dias deitada em uma maca de 40 cm de largura com tubos de respiração artificial, alimentação regrada e medo de perder a vida. Este quadro compõe a situação vivida por Aurenita, que tinha 1,75 m e 80 kg, no Centro de Saúde Adroaldo Albergaria (Periperi).
Na sala de reanimação, ela teve seus últimos momentos de consciência e de contato com os filhos, que eram a sua razão de viver. “Ela saiu da cama dela quentinha, que ela tanto gostava, para mofar naquele lugar onde não era bem atendida. Tinha macas maiores em outros lugares do posto, mas os funcionários disseram que não poderiam trocar. Ficou esperando transferência, mas quando foi para o hospital já foi tarde demais”, lamenta Ismael Oliveira Santos, 29 anos, segurança, filho da dona de casa.
O calvário de Aurenita ganhou contornos de tragédia anunciada já na saída da sua residência, no começo da manhã ensolarada do dia 19 de maio, pelas mãos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Em função de obras de pavimentação que já acontecem na rua há mais de um ano, a equipe teve que parar a ambulância a 500m da casa. “Médicos e vizinhos ficaram se equilibrando pela rua esburacada e com esgoto aberto com minha mãe em cima da maca”, conta Ismael.
A ambulância do Samu percorreu dois hospitais mas, por falta de vaga, Aurenita teve que ser levada para o centro de saúde, onde conheceu as agruras da vida. Desde quando deu entrada na unidade de saúde, que realiza cerca de 600 atendimentos diariamente, a manutenção da vida de Aurenita dependia da transferência para um leito de unidade de terapia intensiva.
“A paciente veio para cá porque a central de regulação não identificou a presença de uma vaga disponível. Ela não poderia ter ficado aqui, pois não temos nenhuma estrutura para monitorar os pacientes pela grande rotatividade”, diz o gerente do posto de saúde, Gilberto Lucas.

Como explicar esta morte: descaso ou falta de leitos?
A voz mansa da dona de casa que odiava bagunça não será mais ouvida pelo marido Pedro Batista Santos. Ela acordou o pedreiro por 27 anos todos os dias às 5h.
“A falta de preparo da equipe médica do posto foi crucial para que a vida da minha mulher chegasse ao fim. Está sendo muito difícil perceber que não posso mais ficar ao lado dela”, comenta entristecido.
Pedro, que também trabalha como barbeiro nas horas vagas, dormiu todas as noites ao lado de Aurenita no período em que ela ficou internada no centro de saúde. “Eu nunca vi alguém sofrer tanto. Os funcionários se incomodavam quando ela pedia alguma coisa. Se irritavam quando ela tentava se equilibrar na maca. Judiaram muito da minha mulher”, lembra.
Em meio ao sofrimento, a família conseguiu, sem intermediação do poder público, uma possibilidade de transferência para o Hospital Geral Ana Nery, na Caixa d’Água.
Porém a vaga que poderia ter salvado a vida de Aurenita teria sido recusada pelo centro de saúde. “Disseram que não era nossa obrigação ficar procurando vaga, que isso era papel do estado. Me senti impotente. Queira tirar ela daquele lugar onde estava sofrendo tanto”,conta a filha Eliaci Oliveira Santos.
O diretor do centro de saúde, Gilberto Lucas, informou que a unidade encaminhou todos dos dias o pedido de regulação (transferência) ao estado. Ele alega que, por falta de vagas, a paciente só foi transferida dia 23. Por “coincidência”, na mesma data que a família diz que houve a queda.
Além disso, o gerente afirma que no livro de ocorrências da emergência não há indicativo de que a paciente tenha caído da maca. “Ela estava na única sala de reanimação que temos enquanto aguardava transferência para um hospital. Estranho falar em queda, pois a maca tem grades”.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que no sistema de regulação, dia 23, o centro de saúde indicou que a paciente teria recebido alta. Contudo, no mesmo dia ela deu entrada no Hospital Geral do Estado – transferida do centro de saúde.
No HGE, a paciente foi submetida a uma avaliação neurológica, em função da queda, e faleceu na sala de triagem antes de poder ser internada. A subcoordenadora de urgência e emergência da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, Ana Paula Matos, apesar de não reconhecer que a paciente caiu da maca, garante que a secretaria irá apurar o caso. A família entrará com uma representação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) para cobrar as responsabilidades.
Fim do amor de uma vida inteiraNascida em Jaguaribe, uma ilha localizada 243 km ao sul de Salvador, Aurenita Maria Oliveira Santos teve sua trajetória marcada pela adversidade e miséria.
Passou sua infância catando mariscos ao lado de sua mãe, Alda Madalena Costa, e tendo que dividir comida com seus nove irmãos, fruto de dois relacionamentos de seu pai, Eduardo Manoel de Oliveira.
Cansada da vida difícil, aos 15 anos resolveu se mudar para a capital. A falta de estudos só permitiu que ela trabalhasse como empregada doméstica, ofício que foi seu ganha-pão durante quase 15 anos.
Mas, a força de um amor deu um outro rumo para seu caminho. Depois do serviço, ela gostava de passear no parque onde funcionava a antiga rodoviária da cidade, no bairro das Sete Portas.
O encontro como jovem pedreiro, Pedro Batista Santos, aconteceu como nas mais belas cenas do cinema, onde o galã vê a mocinha e faz uma bela declaração romântica.
O casal começou com um flerte quase que diário até o início oficial do namoro. O passo para o casamento foi rápido. Em menos de um ano já estavam vivendo juntos, em uma casa no bairro de Pernambués.
Com o nascimento do primeiro filho, Ismael Oliveira Santos, Aurenita passou a assumir a função que a deixava mais feliz: a maternidade. Um ano depois, nasceu a única filha mulher do casal, Eliaci Oliveira Santos.
Logo no ano seguinte, nasceram os gêmeos Israel e Isael. Em seguida, foi a vez de oficializar o casamento, no dia 21 de junho de 1982 – com direito à véu, grinalda e ao nascimento de outra criança nove meses depois, Pedro.
A família morou em vários bairros da Avenida Suburbana até fixar moradia em Alto de Coutos, onde vive há 19 anos. Ela vendia geladinho e chegou a ter uma pequena mercearia, para ajudar a complementar a renda da família. Os seus últimos dias de vida foram com sua filha Eliaci e o marido, na casa ao lado da barbearia da família, onde trabalha o marido Pedro Batista.
140 horas de sofrimento
19/5 – Em casa, Aurenita sentiu dores no peito e teve alta de pressão. Foi levada pelo Samu para o Hospital Geral do Estado, que estava lotado. Depois, foi para o Hospital João Batista Caribé, também sem vagas. Foi transferida para o Centro de Saúde Adroaldo Abergaria (Periperi).
20/5 – A paciente fica na sala de reanimação do posto em uma maca com 40cmde largura. O local é usado para atendimentos rápidos de pacientes com parada respiratória. O quadro de saúde tem agravamentos e Aurenita é sedada pela equipe médica.
21/5 – A família da dona de casa localiza vaga no Hospital Geral Ana Nery, bairro da Caixa d’Água, mas o centro de saúde não reconhece a existência do leito. Aurenita permanece no posto aguardando transferência para uma unidade de terapia intensiva.
22/5 – Paciente continua no centro de saúde aguardando vaga para transferência. Médicos dizem que no dia seguinte irão retirar o aparelho de ventilação e manter a paciente em observação. Ela reclama de dores no corpo por causa da acomodação na maca estreita.
23/5 – Filho pede para enfermeira olhar a mãe enquanto ele vai ao banheiro. Quando retorna, encontra a mãe caída no chão. Às 9h, a equipe do centro de saúde avalia a paciente e diz que não teve danos com a queda. Às 23h, médicos do Samu fazem transferência para o HGE.
24/5 – Médicos do HGE indicam cirurgia para conter efeitos do traumatismo provocado pela queda. Alta na pressão e complicações renais impedem a realização do procedimento. O médico Hélio Paulo de Matos Jr. constata a morte por traumatismo crânio-encefálico.
Centro de Saúde de Periperi não tinha lençol para pacienteNo período em que ficou internada no Centro de Saúde Adroaldo Albergaria, em Periperi, a dona de casa teve que usar a roupa de cama de sua própria casa porque a unidade não forneceu o material. “Tivemos que utilizar nossas peças do enxoval de casamento como forro da maca”, desabafou Pedro Santos, marido de Aurenita.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Menina morre por gripe suína

Do R7, com Agência Brasil
Uma garota de dez anos morreu por causa da gripe A (H1N1), popularmente conhecida como suína, em Foz do Iguaçu, no Paraná, mesmo depois de ter tomado a vacina contra a doença. A menina tinha asma (doença crônica que aumenta o risco de morte pela doença) e morreu no último domingo (18).
Flavia Trench, médica infectologista do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, onde a menina ficou internada por 14 dias, diz que a paciente passou por uma "sucessão de azares", em um caso classificado como exceção. Flavia diz que o corpo da menina não reagiu à vacina, criando anticorpos (moléculas responsáveis por combater infecções) suficientes contra a doença.
– Quando você faz uma vacina, você dá um produto para que a pessoa desenvolva uma defesa contra aquela doença. Mas você precisa da atuação do organismo daquela pessoa. Não existe uma vacina que dê proteção em 100% dos casos. Nós temos vacinas que têm uns 90% chances de funcionar, mas que apresentam uma margem de falha. E não é uma falha do produto, é do próprio paciente: mesmo fazendo tudo direitinho, ainda pode acontecer de o organismo daquela pessoa não responder.
A médica diz que o quadro da menina, a primeira vítima da gripe suína neste ano na cidade, foi agravado por uma grave crise de asma, o que dificultou o tratamento. Ela foi levada ao hospital um dia após começar a sentir os sintomas e começou a tomar o remédio Tamiflu, indicado para a doença, 48 horas depois.
O superintendente de Vigilância em Saúde do órgão estadual, José Lucio dos Santos, ressalta a importância da vacina, que, segundo ele, é eficaz em 95% dos casos.
– A produção de anticorpos é diferente em cada pessoa, mas em 95% dos casos ocorre até 21 dias após a imunização.
Procurada pelo R7, a Secretaria de Saúde do Paraná disse que não comenta casos isolados da doença. O Estado foi o que mais vacinou contra o vírus. Aproximadamente 6 milhões de pessoas foram imunizadas. O superintendente alerta que, mesmo com 60% da população vacinada, o vírus continua circulando e os cuidados devem ser mantidos.
Ele recomenda que se evite contato com pessoas doentes. Se surgirem sintomas como febre alta, tosse, dores de garganta e musculares, é importante procurar um médico ou posto de saúde e evitar tomar remédios por conta própria.
Boletim epidemiológico divulgado pelo Estado nesta segunda-feira (19) confirma 1.655 casos da doença neste ano. Foram registradas 15 mortes devido a complicações.

terça-feira, outubro 05, 2010

Menina de 6 anos morre com suspeita de meningite

PORTO SEGURO - Uma criança de seis anos morreu com suspeita de meningite na madrugada desta quarta-feira, 11, por volta de 4h, em Arraial D'Ájuda. De acordo com Luiz Neves Nunes, pai de Heloísa de Oliveira Nunes, sua filha estava na escola na tarde de terça, quando passou mal e voltou para casa com dores de cabeça, crise de vômito e convulsão.
O pai contou que ela foi levada para o posto de saúde na madrugada, onde foi atendida e ficou cerca de 40 minutos tomando soro. Após ser medicada, Luiz disse que Heloísa foi liberada, mas faleceu a poucos metros da unidade de saúde, em um ponto de ônibus, minutos após ter sido liberada.
Ainda segundo o pai, o corpo da menina esteve no posto durante toda a manhã desta quarta, porque ninguém quis tocá-lo com medo da possível transmissão da doença. Por volta de 13h30, o corpo foi transferido para o Hospital Luis Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, e até o momento a família aguarda o atestado de óbito para enterrar a filha.
Segundo o enfermeiro-chefe do Hospital Luis Eduardo Magalhães, Luiz Eduardo, foi recolhido o 'liquoe', material retirado da coluna, cuja análise vai determinar se o caso foi realmente de meningite. A análise será feita na Secretaria Municipal de Salvador. Apenas a realização deste exame pode confirmar se Heloísa morreu por conta da meningite. O procedimento também serve para saber qual tipo da doença, se for o caso.
Prevenção - Apesar de não haver confirmação sobre a causa da morte da menina, funcionários do posto, além dos pais e dos seis irmãos que tiveram contato com Heloísa de Oliveira Nunes foram medicados com 'Rifampicina' por representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária. O uso da medicação tem como objetivo fortalecer o sistema imunológico das pessoas que tiveram contato com a garota, para que não fiquem suscetível a doença. Porém, apenas a aplicação da vacina garante a proteção contra a enfermidade.
A reportagem de A TARDE entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Porto Seguro, mas não houve retorno. No posto de saúde onde a criança foi atendida, ninguém quis comentar o ocorrido.
Surto - No fim do ano passado, Porto Seguro viveu um surto de meningite meningocócica C, a forma mais letal da doença. Oito pessoas foram contaminadas e seis morreram. Porto Seguro esteve no final de 2010 entre os municípios da Bahia com maior índice de infecção por meningite, com 9,8 por cada 100 habitantes contaminados – o segundo maior da Bahia, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

segunda-feira, outubro 04, 2010

RJ: menina morreu após ser liberada em posto de saúde

Enjoada e com sintomas de febre, a menina Emily dos Santos, de 3 anos, morreu na última segunda-feira, mas seus pais ainda não sabem a causa exata da morte. No último domingo, Emily apresentou sinais de indisposição e foi levada ao Posto de Atentimento de Médico (PAM) de Del Castilho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, teve diagnóstico de inflamação na garganta, tomou medicação e foi liberada.
Depois do atendimento, no entanto, a criança voltou a sentir dores no corpo. Ao amanhecer do dia seguinte, os pais encontraram a filha morta. Eles a levaram ao Hospital de Irajá, na Zona Norte do Rio, onde receberam a informação de que a morte teria sido causada por meningite infecciosa.
Informações de parentes indicariam que nenhum exame teria sido realizado. De acordo com seu pai, os médicos aplicaram uma injeção junto com medicamentos contra o sintomas. Ela tomou soro e ficou em observação, até ser liberada.
O PAM disse que, logo que chegou, Emily foi avaliada e medicada. O laudo do Instituto Médico Legal deve levar 30 dias para ficar pronto. A Secretaria municipal de Saúde determinou a abertura de sindicância para esclarecer do caso.
O corpo de Emily foi enterrado na tarde desta terça-feira, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio.
Com informações de O Dia. Data: 22/09/2.010

Menina morre após ser medicada e liberada de posto de saúde no Rio

A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta terça-feira que abriu uma sindicância para apurar a morte da menina Emily dos Santos, 3, após ela ser medicada e liberada do PAM (Posto de Atendimento Médico) Rodolpho Rocco de Del Castilho, zona norte do Rio. Ela foi atendida na unidade no último domingo (19), quando teve febre e enjoo.
Familiares afirmaram que a menina foi diagnosticada com uma inflamação na garganta, mas não fez exames e recebeu apenas uma injeção.
De acordo com Paulo Cesar Braga, diretor do PAM, a paciente foi atendida na unidade por volta das 17h, e parentes disseram que ela apresentava vômitos e febre havia pelo menos 48 horas. Segundo a unidade, ela foi avaliada e medicada.
Na segunda (20), a criança foi levada pelos pais para o hospital municipal Francisco da Silva Telles, também em Irajá, onde, segundo a direção, já chegou morta.