Não vamos calar frente as injustiças e lutaremos até que tenhamos JUSTIÇA NESTA TERRA. A união e participação de todos é vital nesta luta.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

::Plano de saúde deve responder por erros médicos, decide STJ

A empresa de plano de saúde também deve responder por erros médicos cometidos pelos profissionais e hospitais a ela credenciados. A terceira turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), por unanimidade, manteve a decisão que condenou a Unimed Belo Horizonte - Cooperativa de Trabalhos Médicos - a indenizar vítimas de erros médicos.
A decisão segue precedente da quarta turma do tribunal, consolidando o entendimento na segunda seção, responsável pelos julgamentos de questões envolvendo Direito Privado. Em 1990, Marília Jacinta da Rocha Silva foi submetida a uma cesariana pelo médico Geraldo Luiz Sales, no Hospital da Criança São José, conveniados à Unimed de Belo Horizonte. Por negligência médica, foi deixada uma compressa de gaze em seu corpo, que apodreceu e foi retirado juntamente com parte de seu intestino, que foi perfurado. Ela sofreu lesões na alça intestinal, ficando sob tratamento médico por meses, com um segmento do tubo digestivo exteriorizado para desviar massa fecal, "não se sabe se em caráter definitivo".
Argumentando que ficou com seqüelas estéticas, perdeu parte de seus órgãos intestinais, impossibilitando-se para o trabalho, Marília entrou com ação de indenização contra a Unimed, o hospital e o médico. Sugeriu, por danos morais, o valor de US$ 1 milhão, uma pensão a título de lucros cessantes de cinco salários mínimos para cobrir o período em que ficou sem trabalhar e pelo rendimento do trabalho para o qual ficou prejudicada. Pelo dano físico, "correspondente ao aleijão que se refletirá, dia a dia, em restrições e até ao convívio social", Marília pediu uma pensão mensal também de cinco salários mínimos e uma indenização de cem salários mínimos anuais para cobrir serviços médicos hospitalares futuros, inclusive tratamento psicológico.
Marília ganhou em primeira instância, mas em valor menor que o pretendido. O juiz condenou os réus a indenizarem a paciente em 200 salários mínimos por dano moral, 140 salários por danos físicos e igual valor pelo período de incapacidade temporária, mais juros e correção monetária. Entendimento mantido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Unimed recorreu ao STJ, alegando que a ação não poderia ter sido impetrada contra ela. Para a cooperativa, a relação de trabalho que existia era do médico com o hospital, sendo que a empresa é "tão-somente uma cooperativa de trabalho médico, que vende planos de saúde e não possui qualquer relação, seja de trabalho ou qualquer outra, com o profissional em questão." O ministro Ari Pargendler, relator do processo, manteve a decisão do juiz de primeiro grau.
Ele acompanhou o entendimento, firmado pela Quarta Turma do STJ, de que a responsabilidade pela qualidade do atendimento prestado ao paciente não é só dos profissionais e instituições credenciados, mas também da prestadora de serviços de plano de saúde. O julgamento havia sido interrompido por um pedido de vista da ministra Nancy Andrighi, que ao trazer o caso de novo à Turma acompanhou, assim como os demais ministros, o relator. O ministro Carlos Alberto Menezes Direito ressaltou que este será um caso clássico, que servirá de precedente para os demais.

Outro caso:

O outro caso semelhante julgado pela Quarta Turma, relatado pelo ministro Aldir Passarinho Júnior, foi movido por Mauro Lartigau Musse contra a Saúde Unicor Assistência Médica Ltda., de São Paulo, que pedia o ressarcimento de R$ 8.778,08 gastos com despesas realizadas por ter sido obrigado a buscar atendimento fora da rede credenciada, após ter sido atendido, sem sucesso, no Hospital Unicor de São José dos Campos (SP).
O entendimento firmado pelas duas Turmas que julgam questões de Direito Privado é o que o credenciamento não deve ser feito apenas em razão da adequação financeira à capacidade de pagamento do plano de saúde, mas, principalmente, em face da segurança na prestação de serviços pela unidade de saúde contratada.

Fonte: STJ

terça-feira, novembro 30, 2010

Laudo pode apontar erro médico em hospital de BH

A família do engenheiro aposentado José Maria Batista, de 84 anos, aguarda com ansiedade o resultado do laudo de necropsia que apontará o motivo da morte do aposentado. No fim da última semana, familiares levantaram a suspeita de que José Maria pode ter sido vítima de um erro médico da equipe do Hospital Vila da Serra, localizado no bairro de mesmo nome, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde ficou internado por 10 dias. De acordo com os parentes, um enfermeiro teria se enganado e injetado alimentação na veia no paciente, e não pela sonda, como deveria ter ocorrido. No domingo, o diretor-clínico do hospital, Márcio de Almeida Sales, informou que uma sindicância interna para apurar o episódio será concluída até terça-feira.
Para a família, a necropsia é o mais importante. “Temos que aguardar o resultado do laudo. Na próxima semana, vou discutir o assunto com meus irmãos. Entendemos que o momento mais apropriado para isso ainda está por vir”, disse Adriana Alvares Batista, de 45 anos, filha do aposentado. A família estuda a hipótese de acionar um advogado para acompanhar o caso e a investigação do 2º Distrito de Polícia Civil, de Nova Lima.
Na sexta-feira, um boletim de ocorrência foi registrado e o delegado Nilton de Fátima Miranda chegou a visitar o hospital investigado. O policial informou que o laudo é a principal peça de apuração do episódio. Funcionários da unidade de saúde também devem ser chamados a depor.
O corpo do engenheiro foi enterrado na tarde de sábado no Cemitério e Crematório Parque Renascer, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em cerimônia marcada pela revolta e emoção. José Maria foi internado com quadro de derrame cerebral e deveria receber alta nos próximos dias. Há cinco meses, ele só se alimentava por sonda ligada ao estômago. O procedimento era acompanhado por profissionais contratados pela família. Na manhã de sexta-feira, a suposta inversão das mangueiras usadas para alimentação e medicamentos teria sido testemunhada por uma das acompanhantes.
Segundo o diretor-clínico do Vila da Serra, Márcio de Almeida Sales, o hospital abriu sindicância para apurar o episódio. “Já chamamos enfermeiros e médicos para ouvi-los e verificar o que aconteceu. Vamos conferir os prontuários para chegar a uma conclusão até terça-feira”, disse Sales. Nos últimos dias, o hospital sustentou que o caso do paciente era considerado grave, por isso seria cedo para saber se a versão da família é a correta.
Segundo a assessoria de imprensa do Conselho Regional de Medicina (CRM), casos como o da morte do aposentado podem ser investigados por meio de sindicância. Se houver indícios que comprovam a denúncia, é aberto processo ético-profissional. Se a família quiser que o caso seja acompanhado pelo Ministério Público, poderá acionar a Promotoria de Defesa da Saúde da comarca de Nova Lima. As secretarias municipal e estadual de Saúde afirmaram que só poderiam atuar no caso se o paciente tivesse sido atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, José Maria Batista utilizou convênio médico do Hospital.
Fonte:http://wwo.uai.com.br

segunda-feira, novembro 29, 2010

Falso médico é preso após indicar remédio errado em MG


Da Globominas*
Com registro do Ceará, ele trabalhava em hospital há mais de um ano.Segundo polícia, ele já havia sido investigado em Mato Grosso.

Um homem suspeito de trabalhar ilegalmente como médico está preso em Ipiaçu (MG). Ele estaria se passando por clínico-geral e foi detido na noite de segunda-feira (19), no momento em que fazia um atendimento.
A polícia chegou até ele depois de uma denúncia feita por um dos pacientes. O suspeito teria indicado um medicamento errado. Ele trabalhava no hospital há um ano e quatro meses e chegava a fazer até 50 consultas por dia. As receitas tinham o carimbo com um número do Conselho Regional de Medicina do Ceará. Segundo a direção, ele recebia R$ 12,8 mil de salário.
O secretário de Saúde de Ipiaçu, João Batista Souza, não quis comentar o caso. Apenas informou que o homem era prestador de serviço. Além do secretário, a diretora do hospital e uma chefe de enfermagem também foram ouvidos pela polícia, mas o conteúdo dos depoimentos não foi divulgado.
O médico correspondente ao CRM que era usado pelo suspeito informou à polícia que teve todos os documentos roubados quando trabalhava em um hospital cearense. Os dois já haviam trabalhado juntos.
Segundo a polícia, o homem detido já havia sido investigado pelo menos motivo. Ele também é suspeito de ter se passado por médico em 2008, em Mato Grosso.
*(Com informações da TV Panorama e do Megaminas.com)

domingo, novembro 28, 2010

Teste errado na rede pública faz grávida viver o drama da Aids

16/03/2009
A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto pode abrir uma sindicância para apurar se o médico que atendeu a gestante errou
Uma dona-de-casa do bairro Monte Alegre, de 26 anos, ficou 45 dias acreditando que era portadora do vírus HIV. Em janeiro do ano passado, Dulce (nome fictício) coletou sangue para fazer exames de acompanhamento de gravidez no Núcleo da Saúde e Família, no Sumarezinho, e, foi surpreendida com a notícia.
“Fiquei desesperada e entrei em pânico. Foram dias de terror. O médico disse para não me preocupar porque era só tomar o coquetel e que a doença não matava.”
Ao chegar em casa, a primeira reação que teve foi colocar o marido contra a parede. “Eu estou casada há 10 anos e perguntei com quem ele havia saído. Ele negou e eu disse que o meu exame deu Aids e que se alguém tinha feito algo de errado era ele. Fiquei dias chorando e com medo do meu bebê nascer com a doença.”
Em casa, o marido também sofria com a reação da esposa. Ela ficava o dia todo deitada, não comia e apenas chorava.
“Eu ia trabalhar empurrado porque só via minha mulher chorando e deitada na cama. Olhava para uma das minhas filhas que é magrinha e achava que ela também tinha a doença”, afirmou.
O médico do Núcleo de Saúde IV do Sumarezinho encaminhou a paciente para o Hospital das Clínicas campus, o único que tem condições de dar atendimento às grávidas soropositivas.
“No hospital fui colocada no grupo de apoio as pacientes e ao realizar os exames uma das moças que me atendeu teve contato com o meu sangue. Ai, fizeram novos exames e então descobriram que eu não tinha a doença.”
Mas o drama de Dulce não terminou com a boa notícia. A tensão provocou nela diabetes gestacional e ela continuou recebendo tratamento no campus da USP.
Dulce acredita que poderia ter superado o problema com mais rapidez se tivesse recebido orientação psicológica. Depois do nascimento do bebê, ela fez e pagou, com dificuldades, oito sessões de uma psicóloga. “Frequentar a psicóloga tem me ajudado muito, mas não tenho dinheiro para fazer o tratamento corretamente”, disse.Ela pretende processar a prefeitura por dano moral. “Ela teve prejuízos emocionais e a vida dela se transformou em um verdadeiro inferno”, afirmou o advogado Alexandre Durante.

sábado, novembro 27, 2010

Médico opera pé errado de paciente no Sul de Santa Catarina

O bacharel em Direito Gianfelippe Bastos Bianco, 28 anos, aguentou a dor por três anos até se submeter a uma cirurgia para reparar uma lesão no pé esquerdo. O problema foi ocasionado por uma entorse, após o jovem levar um tombo. Porém, logo após a cirurgia, em março, Gianfelippe descobriu que o médico operou o pé errado.
Segundo o estudante, o pé lesionado nem foi tocado pelo médico no centro cirúrgico. O rapaz é morador de Orleans, no Sul de Santa Catarina, mas procurou um especialista em Tubarão. Ele conta que tudo correu bem até terminar o procedimento.

Enquanto se recuperava no hospital, o médico o procurou. Durante a conversa foi certificar-se de que o pé a ser tratado era o direito, mas não teve a confirmação.

— Perguntei a ele se estava brincando. Tentei levantar meu pé esquerdo e consegui, vi que estava normal. Quando vi o direito levei um susto, ainda estava meio anestesiado. Vi que ele colocou as duas mãos na cabeça e saiu — descreve Gianfelippe.

Na semana passada, o jovem procurou uma clínica em Criciúma para se submeter a um exame de ressonância magnética. A intenção é descobrir quais as consequências da cirurgia feita no pé direito. O médico teria dito ao paciente que fez uma limpeza na articulação do tornozelo. E se desculpou pelo erro.

— Todos os exames foram pagos por minha família, não fiz nada por plano de saúde ou SUS. Mas após o erro, o médico preferiu me isentar dos custos da cirurgia e propôs fazer a cirurgia correta no pé esquerdo. Não aceitei — afirma.


Recuperação


A última conversa que Gianfelippe teve com o médico foi dia 18 de março, para tirar os pontos da cirurgia. Ele teria dito ao paciente de que não seria necessário fazer fisioterapia e que a recuperação é rápida.

— Pelo calendário está sendo rápida, estou começando a largar as muletas. Mas para mim é uma eternidade — lamenta Gianfelippe, que nos últimos dias tem como atividades internet e televisão, em vez dos compromissos no escritório de advocacia do pai.

A sua família preferiu preservar o nome do médico. O presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (Cremesc), José Francisco Bernardes, afirma que só vai se manifestar quando houver denúncia formalizada ou se alguma notícia chegar ao conhecimento do Cremesc através da imprensa e for analisada por um núcleo preparado para isso.


O que diz o médico


O médico ortopedista que fez a cirurgia preferiu não ser identificado. Admitiu o erro e explicou que houve um equívoco de posicionamento do paciente na maca, o que o induziu ao erro.

Em vez de estar com lado esquerdo do corpo voltado para baixo para melhor absorção da anestesia, Gianfelippe estava com este lado do corpo virado para cima. Conforme o médico, quando ele entrou no centro cirúrgico, Gianfelippe estava preparado e anestesiado para a cirurgia.

O ortopedista ressalta que olhou os exames e o prontuário do paciente antes do procedimento de que o pé a ser operado era o esquerdo. Mas em razão do posicionamento, "foi automático" no pé que estava virado.

O médico alega que encontrou uma pequena inflamação no tornozelo direito, o que acredita ajudado a não perceber o erro no momento da cirurgia. E que só se deu conta que teria errado quando preencheu a descrição da cirurgia no prontuário, ao final do atendimento.


DIÁRIO CATARINENSE
O pé esquerdo deveria ter sido operado, mas foi o direito
Foto:Maurício Vieira


sexta-feira, novembro 26, 2010

Médico acusado de estuprar pacientes pega 278 anos de prisão

Da redação.
O médico Roger Abdelmassih, dono uma clínica de fertilização em São Paulo, foi condenado a 278 anos de prisão na terça-feira, dia 23, acusado de estuprar e cometer atentado violento ao pudor contra no mínimo 37 mulheres.
O número elevado de vítimas de crime sexual – que faziam o tratamento em sua clínica, para engravidar – levou a juíza Kenarik Boujikian Felippe a determinar a pena de 278 anos em regime fechado. É um processo inédito na história da Justiça brasileira.
Na sentença de quase 200 páginas, a juíza definiu como “gigantesco” o drama pelo qual as vítimas passaram e considerou “absolutamente aceitável que somente se sentissem encorajadas quando viram que não eram casos isolados, quando souberam que o réu fez o mesmo ou parecido com outras mulheres”.
“Foram anos de batalha e é uma sensação muito forte de que vale a pena lutar. Que lutando e com perseverança, você consegue derrubar até quem tem muito dinheiro e muitos amigos”, desabafa uma das vítimas.
Essa decisão é em primeira instância e graças a um habeas corpus, concedido pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o médico Abdelmassih poderá continuar em liberdade para recorrer dessa sentença.
O Ministério Público vai recorrer. Os promotores querem uma pena maior e que seja cumprida em regime fechado.
Informações de Bom Dia Brasil e O Globo
FOTO: reprodução / depurar.net

quinta-feira, novembro 25, 2010

13 horas de vídeo mostram medico pediatra abusando de 102 meninas e um menino

Certamente este é o maior e mais rumoroso caso de abuso sexual contra menores da crônica policial norte-americana. Contra o pedriatra Earl Bradley, do Estado de Delaware, pesam nada menos do 471 acusações de ter molestado 102 garotas e um menino durante décadas. Sua vítima mais nova tinha 3 meses e a mais velha, 13 anos.